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terça-feira, 11 de março de 2014

RACHEL SHEHERAZADE: MENTIROSA E LITERÁRIA

Depois de assistir a entrevista de Rachel Sheherazade para A Máquina, eu tive a confirmação do que eu já sabia há tempos: ela não é nada daquilo. 

Antes de provar a minha confirmação, quero esclarecer o que é o “nada daquilo”. 

Rachel Sheherazade não é uma jornalista da Paraíba que ficou conhecida pelo seu ácido comentário que corroeu o carnaval de 2011. Rachel Shererazade não se tornou, por conta disso, a âncora do principal (e mais divertido) jornal (de todos os tempos) do SBT. Rachel não é um fantoche nas mãos do Silvio Santos e da batida e nocauteada mídia golpista, como quer a Carta Capital (e aproveitando a deixa, alguém podia bater na Carta Capital por publicar esse tipo de matéria {veja o link}). E por fim, Rachel Sheherazade também não é aquela jornalista de extrema direita, ultra-conservadora, cristã, mulher de bem e fã do Justin Bieber.

Não, Rachel Sheherazade não é nada disso que você está pensando, eu posso explicar. Rachel Sheherazade agora será desmascarada, descaracterizada e aomilhada nesse blog.


Rachel Sheherazade chorosa. Foto rara

Eu descobri, por a+b, que Rachel Sheherazade é nada mais e nada menos do um heterônimo. Criadora e criatura, Rachel é um ortónimo. Um personagem. Um alter ego do horário nobre. (Fernando Pessoa hoje vai puxar o meu pé...) Por extensão e por lógica, acho que eu também acabei de afirmar que Rachel é uma escritora, uma literata. E eu também acho que algum dos imortais deveria se levantar de uma das cadeiras da ABL para dar lugar para a moça sentar. Questão de educação literária. Ladies first

Eu desconfio do diploma de jornalismo de Rachel Sheherazade, não por incompetência jornalística, mas sim por excesso de outro tipo de competência: a narrativa e a interpretativa. Rachel tem tanta presença de palco que eu não sei o que ela está fazendo sentada atrás de uma bancada. Seus textos são tão bem fechados e estruturados que eu não entendo como o Ministério da Educação não a chamou até hoje para trabalhar de revisora dos livros didáticos. 

Rachel, a performer das notícias, merecia mais do que alguns minutinhos para falar o que pensa. Ela merecia uma companhia de teatro com peças intermináveis no estilo monólogo (e cartazes impressos na cor marrom). Manoel Carlos realmente errou na escolha da sua última Helena. Se como comentarista de guerra ela não agrada nem a gregos e nem a troianos, como leitora de suas próprias cronicas ela deixa todos os atores dos últimos tempos de Malhação (e das novelas das 6, 7, 8, 9 e 10) no chinelo.

Voltando ao assunto do diploma, eu acho que se alguém procurar vai encontrar nas gavetas de Rachel um certificado de Artes Cênicas ou de licenciatura em Letras. Rachel, rima com menestrel. Nunca li Interpretação e Superinterpretação, do Umberto Eco, mas imagino que ela saiba de cor.


P.S: Esse texto peca por exagero.

Um comentário:

  1. Ainda estou parada no Rachel é um heterônimo. Eu sempre achei a mulher um gênio da fala, tirando aquela coisa toda de polêmica e blá-blá-blá.

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